Como a segurança em aeroportos mudou depois do 11 de setembro

Raio-X, revista de bagagem, longas filas de check-in e embarque, controle de passaporte, limite de líquidos e proibição de objetos cortantes. A maioria desses procedimentos, que hoje são rotineiros em aeroportos de todo o planeta, se intensificaram após os atentados do 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. 

Quem já voou nos EUA sabe que, além da passagem pelo controle de segurança, há necessidade de tirar os sapatos e remover peças de roupa que contenham metal para passar pelo raio-x. 

Mas isso nem sempre foi assim. Antes do atentado, que completa 20 anos esse mês, já existiam procedimentos de segurança para embarcar, mas eles eram muito mais brandos do que os de hoje. Boa parte das principais mudanças na segurança começaram a acontecer entre as primeiras semanas e meses depois dos ataques. 

Em 19 de novembro de 2001, uma lei assinada pelo então presidente americano George W. Bush criou a TSA (Transport Security Administration, ou Administração para a Segurança dos Transportes em português) para garantir que o controle de passageiros e bagagens fosse reforçado com novos protocolos de segurança. A lei também obrigou companhias aéreas a reforçarem as portas de cabines de comando de aeronaves, e a aeroportos a escanear todas as bagagens revistadas por agentes de segurança por raio-x. 

Em dezembro daquele mesmo ano, após a descoberta de um terrorista que levava explosivos nos sapatos durante um voo na rota Paris-Miami, o TSA e as companhias aéreas pediram para que os passageiros retirassem seus calçados voluntariamente nos checkpoints de segurança (a prática, entretanto, só se tornou obrigatória em agosto de 2006). 

Muitas outros procedimentos de segurança foram criados em resposta ao atentado do 11 de setembro, que levou à morte de mais de 3 mil pessoas. 

Em 2003, foram implementados detectores de explosivos e também foi assinada uma lei que pretendia armar pilotos de aeronave para combater o terrorismo. 

Já em agosto de 2006, após autoridades britânicas interceptarem um esquema terrorista que pretendia transportar explosivos dentro de garrafas, o TSA proibiu líquidos, frascos de géis e aerossóis na bagagem de mão. A medida foi relaxada um mês depois, e os passageiros foram autorizados a carregar líquidos em frascos de até 100ml. 

Ao longo dos últimos 15 anos, com avanços tecnológicos, novos itens passaram a ser utilizados na segurança dos aeroportos. Em março de 2010, foram implementados os primeiros aparelhos AIT (advanced imaging technology) de triagem de corpo inteiro. Nos últimos anos, têm aumentado o uso de passaportes biométricos, que em 2019 já eram adotados por mais de 150 países. 

Todas as novas regras foram pensadas justamente para evitar que atentados terroristas como o que derrubou as torres gêmeas não se repetissem. Desde 2011, um ato terrorista tão grande quanto o de 11 de setembro não se repetiu. 

Outros incidentes e algumas reorganizações sociais fizeram com que mais restrições fossem impostas em aeroportos e aeronaves. A mais recente foi a determinação do uso de máscaras, que se iniciou após o início da pandemia em meados de março. Apesar da vacinação avançada em muitos países, com alguns até liberando o uso da máscara em ambientes fechados, dentro de aeroportos e principalmente dentro de aviões, o seu uso ainda continua sendo obrigatório. 

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